Tobias Barreto


Tobias Barreto de Meneses nasceu em Vila de Campos do Rio Real/SE, hoje município de Tobias Barreto, no dia 7 de junho de 1839, filho de Pedro Barreto de Menezes e de Emerenciana Barreto de Menezes. Iniciou os estudos em sua cidade natal, mudando-se para Estância, onde estudou latim e música. Foi um  filósofo,  poeta,  crítico  e  jurista  brasileiro  e fervoroso integrante da  ‘Escola do Recife’,  um movimento filosófico de grande força calcado no  monismo  e  evolucionismo  europeu. Foi o fundador do condoreirismo brasileiro. Com apoio de seu amigo Silvio Romero, foi designado Patrono da cadeira 38 da Academia Brasileira de Letras. 

Sua biblioteca tinha cerca de 440 livros dos quais 102 eram alemães, após sua morte foi comprada pelo governo de Pernambuco que as encaminhou para Faculdade de Direito do Recife. Fundou na cidade de Escada, próxima ao Recife, onde morou por 10 anos, o periódico Deutscher Kämpfer (em português, Lutador Alemão) que teve pouca repercussão e curta existência. Tobias Barreto escreveu ainda ‘Estudos Alemães’, um importante trabalho para a difusão da germanística, mas que foi duramente criticado, por se tratar apenas, segundo alguns, de uma paráfrase de autores alemães. Escrevendo sempre para a imprensa, deixou apenas um livro de poesias de feitio romântico-condoreiro, “Dias e Noites”. 

Iniciou o  movimento  denominado  condoreirismo  hugoano  na  poesia brasileira. O seu nome consta da lista de colaboradores da Revista de Estudos Livres /1883-1886, dirigida por Teófilo Braga. Por meio da Lei nº 13.927, de 10 de dezembro de 2019 seu nome foi inscrito no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. Depois de formado advogado, Tobias Barreto passou dez anos morando na pequena cidade de Escada, na região açucareira de Pernambuco. De volta ao Recife, passou em um concurso para lecionar na Faculdade de Direito. Hoje a Faculdade é consagrada como “A Casa de Tobias”. 

Tobias Barreto procurava esquecer sua origem humilde, mas era mestiço e se achava descriminado pela cor da pele. Tentou casar com Leocádia Cavalcanti, mas não foi aceito pela família aristocrática da moça. Apaixonou-se por Adelaide do Amaral, artista portuguesa e casada, para quem declamava versos cheios de amor. Casou-se com a filha de um dono de engenho e proprietário de terras da cidade de Escada. Dedicou-se à advocacia. Foi eleito para a assembléia Provincial de Escada.  Tobias Barreto faleceu em  Recife/PE, em 26 de junho de 1889.

Livros publicados: Ensaios e estudos de filosofia e crítica/1875; Brasilien, wie es ist/1876; Ensaio de pré-história da literatura alemã, Filosofia e crítica/1879; Estudos Alemães/1880; Dias e Noites/1881; Menores e loucos/1884; Discursos  (1887); Polêmicas/1901; Que Mimo - Poesia/1874; O Gênio da Humanidade - Poesia/1866; A Escravidão - Poesia/1868; Amar - Poesia/1866; Glosa - Poesia/1864; Menores e Loucos em Direito Criminal/1884; Discursos/1887; Questões Vigentes de Filosofia e Direito/1888 e Polemicas/1901, todos editados pelo Instituto Nacional do Livro. Fonte: https://www.ebiografia.com/tobias_barreto/

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